O MUNDO DOS LUMINHOS

Pequenas luzes. Grandes harmonias.

Há músicas que ouvimos.

Há músicas que lembramos.

E existem músicas que, mesmo depois que o último acorde termina, parecem continuar tocando em algum lugar dentro de nós.

Uma canção pode ter sido escrita para celebrar um amor e, anos depois, consolar alguém que o compositor nunca conheceu. Uma melodia pode fazer uma pessoa chorar e outra sorrir. Um acorde menor pode parecer melancólico para alguns e, para outros, trazer aconchego, beleza ou paz. Uma guitarra intensa pode soar como revolta para alguém e ser exatamente aquilo que faz outra pessoa se sentir feliz novamente.

Isso acontece porque a música possui uma característica extraordinária:

ela começa em alguém, mas não termina ali.

A música nasce em alguém, mas evolui em quem a ouve e a sente, criando novos sons, novos tons e novas formas de viver.

Porque:

A música tem uma origem, mas não tem uma única interpretação.

Existe um lugar onde todas essas experiências continuam acontecendo.

Um lugar que não está exatamente acima das nuvens, debaixo da terra ou escondido atrás de alguma porta secreta.

Ele está muito mais perto.

Está no ar.

Está nas vibrações.

Está no espaço invisível entre uma nota que é tocada e alguém que a escuta.

Está naquele instante misterioso em que um som encontra uma memória, uma cor encontra uma emoção e uma melodia passa a significar alguma coisa para alguém.

É nesse lugar que começa o...

MUNDO DOS LUMINHOS


EXISTE UM MUNDO QUE NEM TODOS CONSEGUEM VER

O Mundo dos Luminhos existe muito próximo do nosso.

Tão próximo que, todos os dias, enviamos coisas para lá sem perceber.

Quando alguém toca um piano, dedilha um violão, sopra uma flauta, canta uma melodia ou faz vibrar as cordas de uma guitarra, o ar se movimenta.

Nós chamamos isso de som.

Mas aquilo que ouvimos é apenas uma parte da viagem.

As notas continuam.

Elas atravessam o ar carregando ritmo, intensidade, timbre, intenção e emoção.

E, em algum ponto entre aquilo que foi tocado e aquilo que alguém sentiu, o nosso mundo parece tocar outro.

É ali que está a Cidade Harmonia.

Aos nossos olhos, uma nota pode parecer invisível.

Na Cidade Harmonia, ela pode possuir luz.

Pode ter movimento.

Pode revelar uma cor.

Pode provocar uma emoção.

Pode encontrar outras notas e formar algo que nenhuma delas conseguiria produzir sozinha.

Por isso, naquele mundo, som, cor e emoção estão profundamente ligados.